Calculadora 50/30/20
Metade para essenciais, 30% para escolhas, 20% para poupança e dívida. É a regra de orçamento mais conhecida que há — e a que mais depressa deixa de servir quando a renda pesa. Escreve o teu rendimento para ver os valores, e os essenciais para ver se a regra te serve.
O que entra por mês, depois de impostos.
Opcional. Renda ou prestação, contas, alimentação, transportes.
A regra, aplicada ao teu rendimento
Escreve o teu rendimento líquido mensal.
O cálculo acontece no teu navegador. Nada é enviado para nenhum servidor, nada é guardado, e os valores desaparecem assim que recarregares a página.
De onde vem e o que significa cada parte
Essenciais são o que não podes deixar de pagar sem mudar de vida: habitação, contas, alimentação, transportes, saúde, e os mínimos das dívidas. Escolhas é tudo o que é decisão tua neste mês — restaurantes, subscrições, viagens. Os 20% são poupança, fundo de emergência e amortização de dívida acima do mínimo.
A fronteira entre essencial e escolha é mais discutível do que a regra sugere. O telemóvel é essencial; o tarifário que escolheste talvez não. Vale mais decidir isso uma vez e ser consistente do que acertar na definição.
A regra é uma referência, não uma obrigação. Foi popularizada num contexto onde a habitação pesava menos no orçamento do que pesa hoje em Lisboa ou no Porto — e é por isso que muita gente lhe chama irrealista.
Quando a regra não serve
É uma ferramenta educativa, não aconselhamento financeiro. Não sabemos nada sobre a tua situação e não estamos a dizer-te como deves repartir o teu dinheiro.
Se os essenciais já passam dos 50%, a regra não está a falhar contigo — está a descrever um orçamento que não é o teu. O que costuma ajudar é manter a proporção entre escolhas e poupança e aplicá-la ao que sobra, que é o que a comparação acima faz.
Com rendimentos irregulares, aplicar percentagens a um mês isolado engana. Uma média de três a seis meses dá um retrato mais fiável.
Com dívida cara — cartões de crédito, crédito pessoal a taxas altas — a repartição fixa é discutível, porque cada euro para amortizar rende, garantidamente, o juro que deixas de pagar.
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Revisto em 2026-08-28 · Equipa Bolso